O que se costuma chamar de "desenvolvimento mediúnico" seria mais correto denominar-se "educação da mediunidade", haja vista que Kardec, em O livro dos médiuns, nos informa que, de certo modo, todos somos, "mais ou menos, médiuns." (KARDEC, 2002, p. 203). Portanto, não se desenvolve uma faculdade já existente em nós, o que se pode fazer é educá-la. Kardec, por vezes, nessa obra, referiu-se ao desenvolvimento de certas faculdades mediúnicas no sentido de que o exercício de uma faculdade a torna mais evidente, mais produtiva. Tanto é assim que, ao se referir à faculdade da vidência, esclarece que "Quando o gérmen de uma faculdade existe, ela se manifesta de si mesma." (Idem, p. 214).
Devemos, pois, nos referir aos trabalhos mediúnicos como sendo de educação da mediunidade, ou de treinamento mediúnico, com o objetivo de, pela prática da caridade espiritual, quitar nossos débitos morais contraídos no passado.
O Espírito Manoel Philomeno de Miranda afirma que o médium é, essencialmente, um Espírito em prova, resgatando equívocos e débitos que lhe ficaram na retaguarda moral. A presença da faculdade não lhe concede qualquer tipo de privilégio ou destaque na comunidade, não devendo constituir-se motivo de orgulho ou de ostentação, antes sendo-lhe um especial instrumento para o ajudar na reparação de dívidas e adquirir o equilíbrio espiritual. (FRANCO, 2000, p. 18).
É preciso refletir bastante no que o Espírito Manoel Philomeno diz, a fim de não nos envaidecermos com nossas faculdades, ainda mesmo que estas se mostrem bastante evidentes, uma vez que somente com muita abnegação, espírito de serviço, desinteresse completo e humildade no cumprimento fiel de nossas tarefas, consoante conclui esse Espírito, estaremos a caminho de conquistar o mediunato.
Como realizar a educação mediúnica?
O local ideal para os trabalhos da mediunidade é o Centro Espírita, "núcleo de estudo, de fraternidade, de oração e de trabalho, com base no Evangelho de Jesus, à luz da Doutrina Espírita." (FEB/CFN, 1996, p. 13). Fora do recolhimento de uma sala reservada para esses trabalhos, muitas vezes o médium corre sérios perigos de transtornos mentais, provenientes de perturbações espirituais, muito comuns nos médiuns iniciantes, em especial quando não se encontrem estes bem assistidos por um dirigente dos serviços mediúnicos muito bem preparado intelectual e espiritualmente. Isso porque, segundo Kardec (2002, item 211), a maioria dos médiuns principiantes enfrenta a dificuldade de terem de se relacionar com Espíritos inferiores.
Para evitar o predomínio da influência desses Espíritos, é necessário:
·1º - colocar-se o médium sob a proteção de Deus, com fé sincera e pedir a assistência do seu Espírito protetor;
·2º - estudar cuidadosamente "por todos os indícios que a experiência faculta, de que natureza são os Espíritos" manifestantes. Caso o Espírito seja suspeito, orar com fervor ao seu Espírito protetor, solicitar-lhe a proteção contra as más influências do mau Espírito e o afastamento deste. Para tal, é muitíssimo importante o estudo teórico sobre a mediunidade. Em especial, Kardec recomenda o estudo das instruções contidas nos capítulos 23 e 24 de O livro dos médiuns: "Da obsessão" e da "Identidade dos Espíritos".
É nos Centros Espíritas que os dirigentes de grupos mediúnicos e instrutores dos cursos de mediunidade encontram ambientes adequados para orientação e auxílio a médiuns e Espíritos, pois esses locais são magnetizados espiritualmente pelos benfeitores espirituais para as atividades de socorro espiritual e de esclarecimentos. Os dirigentes e instrutores devem possuir elevados conhecimentos da Doutrina Espírita, em especial da mediunidade, além de elevação moral condizente com a segura orientação aos Espíritos infelizes e ignorantes. Por fim, a equipe espiritual, encarregada da direção dos trabalhos mediúnicos dispõe de todos os elementos fluídicos adequados para promover, ali, a proteção aos médiuns e demais trabalhadores da Casa.
Normas básicas para a educação mediúnica
Os médiuns em desequilíbrio espiritual, antes de serem admitidos nos trabalhos mediúnicos, devem receber, durante o tempo necessário ao seu reequilíbrio, assistência espiritual adequada. Nesses casos, devem ser orientados a freqüentar reuniões públicas doutrinárias, receber passes, tomar água fluidificada e ser incentivados, fraternalmente, à prática da oração, do estudo elevado e do culto do Evangelho no lar. A prática mediúnica não acarretará qualquer perigo para o médium ou outras pessoas envolvidas com ele quando o mesmo se refizer espiritualmente.
Afirma o Espírito Bezerra de Menezes que "(...) a mediunidade deve ser exercida santamente, cristãmente, com responsabilidade e critérios de elevação para não se transformar em instrumento de perturbação e desídia." (FRANCO, 2003, p. 8). Decorre do exposto a necessidade que tem o médium de estudar bastante, buscar iluminar-se com os conhecimentos elevados e sintonizar-se com os bons Espíritos para poder exercer a mediunidade com segurança e bom proveito.
O médium precisa, ainda, buscar autoconhecer-se e desembaraçar-se de vícios, bem como de hábitos negativos expressos por maus pensamentos, irritações, maledicência e preguiça, entre outros.
Por fim, necessita dedicar-se à mediunidade com completo desinteresse material e moral, trabalhar incessantemente na prática do bem, manter-se permanentemente em paz e em sintonia com os Espíritos elevados, emissários do Cristo, a fim de iluminar-se.
Vê-se, portanto, que o médium carece, antes de tudo, das luzes cristãs em sua educação mediúnica, para que sua tarefa no bem o auxilie a expurgar de si tudo aquilo que lhe vem trazendo, ao longo de existências equivocadas, obstáculos ao seu progresso espiritual. Para alcançar esse objetivo, a equipe do Projeto Manoel Philomeno de Miranda (2003, p. 9-13), propõe quatro pontes para a iluminação, que endossamos:
·e ação, que se expressa em trabalho, serviço e amor ao próximo esteja este encarnado ou desencarnado.
Como bem lembrou nosso inesquecível Chico Xavier, "Os Espíritos amigos sempre mostram disposição de nos auxiliar, mas é preciso que, pelo menos, lhes ofereçamos uma base..." (BACCELLI, Carlos A. O Evangelho de Chico Xavier).
Consciência e mediunidade / Projeto Manoel Philomeno de Miranda. Salvador, BA: Livraria Espírita Alvorada, 2003.
FEB/CFN. Orientação ao Centro Espírita. 4. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1996.
FRANCO, Divaldo Pereira. Qualidade na prática mediúnica. Pelo Espírito Manoel P. de Miranda. In: Qualidade na prática mediúnica/Projeto Manoel Philomeno de Miranda. Salvador, BA: Liv. Espírita Alvorada, 2000.
______. Brilhe a vossa luz. Mensagem psicofônica. In: Reformador. Edição especial. Rio de Janeiro: FEB, jul. 2004, p. 30.
KARDEC, Allan. O livro dos médiuns.70. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2002.
SOUZA, Roberto Lúcio. In: Mediunidade e vida. Revista Internacional de Espiritismo, mar. 2004.
O que se costuma chamar de "desenvolvimento mediúnico" seria mais correto denominar-se "educação da mediunidade", haja vista que Kardec, em O livro dos médiuns, nos informa que, de certo modo, todos somos, "mais ou menos, médiuns." (KARDEC, 2002, p. 203). Portanto, não se desenvolve uma faculdade já existente em nós, o que se pode fazer é educá-la. Kardec, por vezes, nessa obra, referiu-se ao desenvolvimento de certas faculdades mediúnicas no sentido de que o exercício de uma faculdade a torna mais evidente, mais produtiva. Tanto é assim que, ao se referir à faculdade da vidência, esclarece que "Quando o gérmen de uma faculdade existe, ela se manifesta de si mesma." (Idem, p. 214).
Devemos, pois, nos referir aos trabalhos mediúnicos como sendo de educação da mediunidade, ou de treinamento mediúnico, com o objetivo de, pela prática da caridade espiritual, quitar nossos débitos morais contraídos no passado.
O Espírito Manoel Philomeno de Miranda afirma que o médium é, essencialmente, um Espírito em prova, resgatando equívocos e débitos que lhe ficaram na retaguarda moral. A presença da faculdade não lhe concede qualquer tipo de privilégio ou destaque na comunidade, não devendo constituir-se motivo de orgulho ou de ostentação, antes sendo-lhe um especial instrumento para o ajudar na reparação de dívidas e adquirir o equilíbrio espiritual. (FRANCO, 2000, p. 18).
É preciso refletir bastante no que o Espírito Manoel Philomeno diz, a fim de não nos envaidecermos com nossas faculdades, ainda mesmo que estas se mostrem bastante evidentes, uma vez que somente com muita abnegação, espírito de serviço, desinteresse completo e humildade no cumprimento fiel de nossas tarefas, consoante conclui esse Espírito, estaremos a caminho de conquistar o mediunato.
Como realizar a educação mediúnica?
O local ideal para os trabalhos da mediunidade é o Centro Espírita, "núcleo de estudo, de fraternidade, de oração e de trabalho, com base no Evangelho de Jesus, à luz da Doutrina Espírita." (FEB/CFN, 1996, p. 13). Fora do recolhimento de uma sala reservada para esses trabalhos, muitas vezes o médium corre sérios perigos de transtornos mentais, provenientes de perturbações espirituais, muito comuns nos médiuns iniciantes, em especial quando não se encontrem estes bem assistidos por um dirigente dos serviços mediúnicos muito bem preparado intelectual e espiritualmente. Isso porque, segundo Kardec (2002, item 211), a maioria dos médiuns principiantes enfrenta a dificuldade de terem de se relacionar com Espíritos inferiores.
Para evitar o predomínio da influência desses Espíritos, é necessário:
·1º - colocar-se o médium sob a proteção de Deus, com fé sincera e pedir a assistência do seu Espírito protetor;
·2º - estudar cuidadosamente "por todos os indícios que a experiência faculta, de que natureza são os Espíritos" manifestantes. Caso o Espírito seja suspeito, orar com fervor ao seu Espírito protetor, solicitar-lhe a proteção contra as más influências do mau Espírito e o afastamento deste. Para tal, é muitíssimo importante o estudo teórico sobre a mediunidade. Em especial, Kardec recomenda o estudo das instruções contidas nos capítulos 23 e 24 de O livro dos médiuns: "Da obsessão" e da "Identidade dos Espíritos".
É nos Centros Espíritas que os dirigentes de grupos mediúnicos e instrutores dos cursos de mediunidade encontram ambientes adequados para orientação e auxílio a médiuns e Espíritos, pois esses locais são magnetizados espiritualmente pelos benfeitores espirituais para as atividades de socorro espiritual e de esclarecimentos. Os dirigentes e instrutores devem possuir elevados conhecimentos da Doutrina Espírita, em especial da mediunidade, além de elevação moral condizente com a segura orientação aos Espíritos infelizes e ignorantes. Por fim, a equipe espiritual, encarregada da direção dos trabalhos mediúnicos dispõe de todos os elementos fluídicos adequados para promover, ali, a proteção aos médiuns e demais trabalhadores da Casa.
Normas básicas para a educação mediúnica
Os médiuns em desequilíbrio espiritual, antes de serem admitidos nos trabalhos mediúnicos, devem receber, durante o tempo necessário ao seu reequilíbrio, assistência espiritual adequada. Nesses casos, devem ser orientados a freqüentar reuniões públicas doutrinárias, receber passes, tomar água fluidificada e ser incentivados, fraternalmente, à prática da oração, do estudo elevado e do culto do Evangelho no lar. A prática mediúnica não acarretará qualquer perigo para o médium ou outras pessoas envolvidas com ele quando o mesmo se refizer espiritualmente.
Afirma o Espírito Bezerra de Menezes que "(...) a mediunidade deve ser exercida santamente, cristãmente, com responsabilidade e critérios de elevação para não se transformar em instrumento de perturbação e desídia." (FRANCO, 2003, p. 8). Decorre do exposto a necessidade que tem o médium de estudar bastante, buscar iluminar-se com os conhecimentos elevados e sintonizar-se com os bons Espíritos para poder exercer a mediunidade com segurança e bom proveito.
O médium precisa, ainda, buscar autoconhecer-se e desembaraçar-se de vícios, bem como de hábitos negativos expressos por maus pensamentos, irritações, maledicência e preguiça, entre outros.
Por fim, necessita dedicar-se à mediunidade com completo desinteresse material e moral, trabalhar incessantemente na prática do bem, manter-se permanentemente em paz e em sintonia com os Espíritos elevados, emissários do Cristo, a fim de iluminar-se.
Vê-se, portanto, que o médium carece, antes de tudo, das luzes cristãs em sua educação mediúnica, para que sua tarefa no bem o auxilie a expurgar de si tudo aquilo que lhe vem trazendo, ao longo de existências equivocadas, obstáculos ao seu progresso espiritual. Para alcançar esse objetivo, a equipe do Projeto Manoel Philomeno de Miranda (2003, p. 9-13), propõe quatro pontes para a iluminação, que endossamos:
·e ação, que se expressa em trabalho, serviço e amor ao próximo esteja este encarnado ou desencarnado.
Como bem lembrou nosso inesquecível Chico Xavier, "Os Espíritos amigos sempre mostram disposição de nos auxiliar, mas é preciso que, pelo menos, lhes ofereçamos uma base..." (BACCELLI, Carlos A. O Evangelho de Chico Xavier).
Consciência e mediunidade / Projeto Manoel Philomeno de Miranda. Salvador, BA: Livraria Espírita Alvorada, 2003.
FEB/CFN. Orientação ao Centro Espírita. 4. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1996.
FRANCO, Divaldo Pereira. Qualidade na prática mediúnica. Pelo Espírito Manoel P. de Miranda. In: Qualidade na prática mediúnica/Projeto Manoel Philomeno de Miranda. Salvador, BA: Liv. Espírita Alvorada, 2000.
______. Brilhe a vossa luz. Mensagem psicofônica. In: Reformador. Edição especial. Rio de Janeiro: FEB, jul. 2004, p. 30.
KARDEC, Allan. O livro dos médiuns.70. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2002.
SOUZA, Roberto Lúcio. In: Mediunidade e vida. Revista Internacional de Espiritismo, mar. 2004.
Primeira Mocidade Espírita de Santa Rosa de Viterbo
FUNDAÇÃO 02/04/1999
O que é Mocidade Espírita?
É um grupo de jovens que se reúne com o objetivo de estudar a Doutrina Espírita, tendo sempre por base as obras de Allan Kardec e temas atuais à luz do espiritismo, contribuindo,assim, para a informação e formação moral do jovem. Este grupo denominado Mocidade,é um Departamento do Centro Espírita,no qual realiza suas reuniões de estudo e desenvolve tarefas. Para maior eficiência da reunião,é interessante atribuir funções,distribuindo tarefas entre os jovens.
Quais Objetivos de uma Mocidade Espírita?
O objetivo da reunião da M.E. é o estudo da doutrina espírita dentro de um clima que estimula a vivência dos conceitos doutrinários e o desenvolvimento dos jovens participantes. O objetivo da Doutrina Espírita é a transformação do espírito, e o objetivo principal da Mocidade, é facilitar esta transformação.
Qual finalidade dos estudos numa Mocidade Espírita?
Proporcionar diálogo e debates através de informações e experiências de cada um e ter como roteiro o "O Livro dos Espíritos", explorando suas perguntas e respostas fazendo um paralelo com o nosso cotidiano.
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